Jacobina: “Até o momento, tudo é pura especulação, é guerra fria”, afirma Rui

Rui Macedo, ex-prefeito de Jacobina

O entrevistado desta semana é o pré-candidato a prefeito Rui Rei Matos Macedo, 55 anos, casado, pai de três filhos. Formado em Medicina com residência em Cardiologia, na vida pública ocupou o cargo de deputado estadual por dois mandatos, foi secretário de Saúde e prefeito de Jacobina.
 
Tribuna Regional – Em seu último ano de governo vários convênios com o governo federal não tiveram sua obras concluídas, com isso parte dos recursos foram repassados já no governo de Valdice Castro. Faltou competência de sua equipe na aplicação desses recursos?
Rui Macedo – Não necessariamente, mesmo porque os recursos não eram meus e sim do Município. As verbas federais repassadas aos municípios obedecem a rigorosos controles da CGU e do TCU e os critérios para sua liberação são rígidos. A liberação ocorre em parcelas de acordo com as fazes de execução e a sua aceitação ou não por fiscais dos ministérios e da Caixa Econômica Federal. Tivemos competência para elaborar os projetos, buscar os recursos e liberá-los. Iniciamos diversas destas obras e muitas delas foram concluídas no meu governo (a exemplo do Novo Amanhecer) e outras, não por competência, pela atual prefeita. Independente de quem concluiu a obra, o recurso foi conquistado por iniciativa do nosso governo. Agora fico pensando o que será de Jacobina nos próximos 4 ou 8 anos. Nenhum projeto, nenhuma emenda orçamentária importante. Triste Jacobina. Sem governo, o que será feita do teu futuro?
TR – Como o senhor avalia a administração da prefeita Valdice Castro?
RM – Difícil de responder. Como avaliar o que ninguém viu. Deixa-a começar a administrar.
TR – E do Governo Wagner?
RM – Sofrível. Falta ações nas áreas de educação, saúde e segurança pública. O crescimento tem que ser para todos inclusive para os baianos. De que adianta um Estado rico de um povo pobre, sem saúde, educação e sem segurança pública?
TR – Como o senhor avalia sua administração como prefeito?
RM – Bom. Escolhi algumas áreas prioritárias como a saúde pública em todos os níveis e acessível a todos, a educação de qualidade com investimentos na melhoria dos salários e qualificação dos professores, além do investimento na ação social com o CRAS, CAPS, CAPS AD, melhorias habitacionais e entrega de 480 casas populares à população pobre. Procurei ainda colocar a cidade de Jacobina com "carro-chefe" do desenvolvimento regional. Chamei para cá a responsabilidade de Cidade Mãe e pólo de desenvolvimento regional. Estimulei a implantação e valorização de diversos conselhos municipais, a exemplo do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, do de Saúde, de Educação, de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, de Defesa do Meio Ambiente e tantos outros. Procurei democratizar a administração pública. Por falar nisso, o que foi feito dos conselhos? Alguém conhece algum conselheiro ou sabe quando ocorre uma reunião?
TR – Esta semana o senhor lançou sua pré-candidatura a prefeito de Jacobina, porém, o outro pré-candidato Amauri Teixeira (PT) acredita muito em seu apoio. Há possibilidade de o senhor vir a apoiar Amauri?
RM – Eu não fiz nenhum lançamento oficial de candidatura ou pré-candidatura. Todos sabem que sou presidente do PMDB, ex-prefeito, ex-deputado e tenho um compromisso muito grande com a cidade e com diversos companheiros que acreditaram e acreditam no meu trabalho e gostariam de ver o meu retorno. Isso me obriga a manter o meu nome sempre disponível a qualquer necessidade de uma nova luta. Já disse o Saint-Exupéry que nos tornamos eternamente responsável pelo que cativamos. Acredito na unidade, na união de todos os candidatos responsáveis, que gostam do povo simples e humilde de Jacobina, para derrotar o mal, o descaso, o desmando, o abandono, a perseguição, enfim o despotismo. A minha humilde contribuição para a unidade é manter meu nome reservado e conversar com todos que querem uma cidade justa. Seja Amauri Teixeira, Zé Amin, Juliano Cruz, Marcos Jacobina. João Cléber, Hildebrando Cedraz, Milton Sena, Carlinhos do PT, professora Azize Fahiel, Pastor Milton César ou qualquer outro nome que seja catalisador da vontade de libertar Jacobina do mal.
TR – Há comentários na cidade de que caso a oposição saia unida em torno de um único candidato, são grandes as chances de vitória, caso saia desunida a reeleição de Valdice é dada como certa. O senhor acredita nisso?
RM – Tudo que foi dito até o momento é pura especulação. É o que chamamos de guerra fria. Existem métodos científicos de medir a possibilidade de vitória ou derrota desta ou daquela coligação e certamente estes métodos (pesquisa quantitativas e qualitativas) serão utilizadas pelos pretensos candidatos. Não existe vencedor e nem ganhador de véspera.
TR – Nas últimas eleições o senhor contava com um grande grupo, inclusive com 70% dos vereadores. Hoje a situação é bem diferente. O senhor acredita que poderá vencer as eleições mesmo sem os apoios de antes?
RM – Todo processo eleitoral é um aprendizado. Aprendemos com o amor e com a dor. Em nossa caminhada conhecemos pessoas com pensamentos diversos, de caráter e personalidades diferentes. Algumas destas passam, sucumbem e não voltam nunca mais, caem no ostracismo, outros, mais firmes de caráter resistem às tentações e conseguem enxergar mais distante. Estes sim são imprescindíveis, não tem preço. São tantos exemplos. Eu diria que ocorre uma seleção continuada. Os bons estão comigo até hoje, os fracos, graças a Deus, se foram e que não voltem. Pense bem, quem são os melhores vereadores de Jacobina?
TR – O PMDB e o PT em nível estadual são grandes adversários. Essa divergência poderá interferir em Jacobina?
RM – Sim. Por isso temos que ter muita sabedoria e paciência. Uma eleição é antes de tudo um jogo de muita paciência. Como num jogo de xadrez. Temos que levar em conta as questões locais e regionais e também levar em consideração que no plano federal os dois partidos são aliados de primeira hora.
TR – Suas contas tiveram parecer desfavorável do TCM e foram rejeitadas pela Câmara Municipal. O senhor tem esperanças de reverter a situação na Justiça e viabilizar sua candidatura?
RM – Claro. Vou buscar na Justiça o direito constitucional que me foi negado pela Câmara. O direito a ampla defesa e do contraditório. Todos sabem que havia interesses de todos em julgar aquelas contas antes das eleições de deputado e para isso ignoraram os mais elementares direitos constitucionais.
TR – Ser candidato apenas para atrapalhar o processo, beneficiando a prefeita Valdice, e tentar se eleger em 2016, não seria um jogo político interessante?
RM - Para um "político" medíocre que pensa desta forma, sim. Tenho pensamentos mais elevados.
TR – Qual sua mensagem final?
RM – Jacobina tem jeito. Maior que a truculência são os poderes do povo. O povo unido jamais, jamais será vencido. União contra a truculência. Esta é a palavra de ordem.

Amauri Teixeira: "Vamos buscar até o fim a unidade das oposições"

deputado amauri teixeira

Amauri Teixeira  confia na união das oposições

O deputado federal Amauri Teixeira (PT-BA) é o pré-candidato entrevistado desta semana do Tribuna Regional. Amauri é economista e pós-graduado em Direito Tributário pela Faculdade Jorge Amado, e auditor da Receita Federal.

Tribuna Regional – Como você avalia a administração da prefeita Valdice Castro?

Amauri - Não apenas eu, mas pesquisas mostram que mais de 60% dos jacobinenses consideram a administração dela como péssima ou ruim. Não tem nenhuma área do governo Valdice que se destaque positivamente, mas a saúde é a que mais sofreu. A saúde local é caso de polícia.

TR – Em seus quase quatro anos como subsecretário da Saúde e um ano como deputado federal, quais os benefícios que Jacobina recebeu nestes cinco anos?

Amauri - Tivemos diversas ações. Como subsecretário, levamos duas ambulâncias para o município. Ainda colocamos Jacobina no mapa dos laboratórios públicos de caráter regional, além de garantirmos SAMU, UPA, Posto de Saúde da Família, construção e aparelhamento de 10 leitos de UTI, mas a prefeita se recusou a implantar. Durante a nossa gestão, nada do que possa ser canalizado para outros municípios deixou de ir para Jacobina. Foi o município, por exemplo, que mais recebeu ambulâncias. Infelizmente, a senhora prefeita não implantou a UPA. Também não implantou o SAMU regional, ela fez um "arremedo" de SAMU, uma imitação fajuta, correndo o risco de Jacobina perder as ambulâncias, pois o ministério da Saúde está pedindo de volta.

Como deputado federal, meu mandato conseguiu para o município mais de R$ 3 milhões do programa Luz para Todos, junto ao secretário de Infraestrutura do Estado, Otto Alencar, sendo que diversas fazendas foram beneficiadas. No programa Água para Todos nós conseguimos, junto ao secretário de Desenvolvimento Urbano do Estado, Cícero Monteiro, levar água para Pau Ferro, Velame de Cima, Velame de Baixo, sendo que essas obras começam em fevereiro, e também para as comunidades de Malhadinha e Curral Velho. Levamos, ainda, água para as comunidades do Barrocão de Cima, Barrocão de Baixo e Sargento.

Também conquistamos a requalificação asfáltica do Parque de Exposições, a estrada que liga a Lavra do Garimpo da Cooperativa de Minério, a BR-324. Conseguimos ainda, junto a CODEVASF, cinco aguadas para as localidades do Junco, Paraíso, Velame, Laje do Batata (ainda vamos tentar mais uma nesse povoado) e Lagoa do Peixe . Também com a CODEVASF, conseguimos quase mil cisternas para o município.

Além disso, destinei emenda no valor de R$ 1 milhão para que seja construída a gerência da Previdência Social no município. Aliás, este é um pleito antigo nosso, desde a época em que fui superintendente do INSS do Estado. Também coloquei emenda de R$ 1 milhão para beneficiar o IFBA de Jacobina, além de mais R$ 500 mil para construção de um Centro de Vocação Tecnológica (CVT) na instituição. Destinei, ainda, R$ 250 mil para construção de Centro de Referência de Atendimento à Mulher, no município e R$ 250 mil para esgotamento sanitário no bairro Catuaba. Outras duas emendas foram para aquisição de patrulhas mecanizadas (R$ 700 mil) e implantação de mini usina de processamento de leite (R$ 250 mil).

No dia 11.1, tive audiência com o secretário de Educação do Estado, Oswaldo Barreto, e os diretores do colégio Deocleciano Barbosa, onde a escola conseguiu diversos benefícios físicos e a garantia da construção de quadra coberta, ampliação do auditório e refeitório.

TR – O que município pode esperar neste ano de 2012 do deputado Amauri Teixeira?

Amauri - Mais trabalho, mais ação e mais benefícios e, talvez o principal, mudar definitivamente a situação do município, tirando da prefeitura o grupo que mais tem causado prejuízos à população, que é a atual prefeita e seu marido.

TR – Sua atuação é maior na área de saúde, no entanto a saúde pública em Jacobina é muito crítica. O que poderá ser feito para melhorá-la?

Amauri - Nós primeiro temos que estruturar a atenção primária em Jacobina e região, inclusive situando novamente o município como polo regional. Os postos de saúde precisam funcionar efetivamente, principalmente com médicos. Alguns postos com localização estratégica precisam estar abertos 24h. Em segundo lugar, Jacobina não tem quase nenhuma efetividade na média e alta complexidade.  Precisamos dotar o município de equipamentos e mão de obra médica qualificada para atender aos cidadãos de toda a região. Precisamos, ainda, construir uma UTI, um centro cirúrgico para alta e média complexidade, um laboratório, o SAMU regional e a UPA local, sendo que já há recursos no Ministério da Saúde para os dois últimos.

TR – Sua candidatura pelo PT conta com o apoio do PSB. Há possibilidade de um recuo desta candidatura? Quais?

Amauri - Não há possibilidade de recuo. A candidatura está colocada e não conta só com o apoio do PSB e, sim, da maioria dos partidos da oposição, inclusive com os que já lançaram pré-candidatos. Estamos fazendo um diálogo permanente até a eleição. No entanto, é possível ter um acordo caso haja um entendimento que existe um candidato com um perfil mais adequado e que possa unir a oposição. Minha candidatura não é um desejo pessoal, mas da sociedade.

TR – Até agora o PCdoB tem como candidato a prefeito, José Amin. Rui Macedo do PMDB ainda não declarou apoio ao seu nome; com a oposição desunida as chances de vitória são poucas. O senhor será candidato, mesmo sem a unidade das oposições?

Amauri - Vamos buscar até o fim a unidade das oposições. Vamos insistir até o fim nessa unidade, que é necessária. Meu nome não é para desunir a oposição e, sim, para unificar. Acredito na unidade das oposições e vamos conseguir.

TR – Valdice Castro é do PP, partido da base do governador. O senhor acredita que Wagner virá para seu palanque?

Amauri - Valdice Castro não está na base do governo no que diz respeito ao apoio ao governador. Existem vários critérios e, para estar no palanque, o governador exige que o candidato tenha apoiado a chapa governista integralmente, o que não é o caso da prefeita.

TR – Existe críticas ao fato de o senhor deixar a Câmara Federal e vir ser candidato a prefeito. O município vai perder uma representação importante em Brasília. Como analisa tais críticas?

Amauri - Minha preferência pessoal é manter o mandato. Essa crítica é totalmente infundada. Estou sacrificando minha opção para atender um clamor do povo, que é o de lançar um candidato para ganhar.

TR – Qual a mensagem que o senhor deixa para os jacobinenses?

Amauri - Este é um momento único para alterar o rumo da política no nosso município. Temos a oportunidade de derrubar do poder um grupo que tem agredido a sociedade jacobinense. Quero, aliás, colocar para a população que reflita este ano para que percebam o estado que Jacobina está. É um polo regional que precisa irradiar desenvolvimento. Desenvolver-se e desenvolver aos demais municípios, e sobretudo que Jacobina se liberte do governo tirano de Valdice e Leopoldo. Desejo uma Jacobina livre, democrática, republicana e transparente.

Zé Amim: “ Se o consenso for pela pesquisa, aceitaremos com toda humildade que a democracia requer”

josé amim

Zé Amim: Na minha ótica o correto seria Jacobina ter dois deputados federal (Amauri e o Daniel Almeida)

No último final de semana, o empresário José Amin Hassan concedeu entrevista ao jornal Tribuna Regional onde fala sobre a situação política, administrativa e social de Jacobina, e de sua pré-candidatura ao Executivo municipal. Amin é administrador de Empresas pela Universidade Católica do Salvador, pós-graduado em Engenharia da Produção, ex-gerente de Projetos da Construtora Noberto Odebrecht S/A, atualmente diretor comercial de Hassan & Hassan Ltda.

Tribuna Regional: Você foi secretário municipal no último governo de Rui Macedo, como foi essa experiência?

Zé Amin: Excelente. Tivemos oportunidade de trabalhar e termos uma Jacobina viva, já que a nossa gestão ofereceu ao cidadão oportunidade de participar ativamente das nossas ações. Abrimos as portas da Secretaria de Obras a toda comunidade, estivemos presente em todos os distritos, bairros e ruas, reunindo e dialogando, enfim, interagindo com o cidadão através destes fóruns, atingimos um desempenho tão eficiente que nos credencia a afirmar: o cidadão ao abrir a janela de casa verá uma obra ou ação benéfica realizada durante nossa gestão à frente da Secretaria de Infraestrutura. Imagine fazer essa afirmativa do Junco à Caatinga do Moura, acredito ter sido um dos momentos mais marcantes da nossa vida, servir a minha terra, a minha gente, e ter hoje um reconhecimento com tanto gesto de amor e carinho que recebo do povo de Jacobina.

Tribuna Regional: Você disputou eleições para deputado federal e para vice-prefeito. Este é o melhor momento de sua vida?

Zé Amin – Sem sombra de dúvidas. Veja você que há vinte anos ingressei na política pelo PDT e automaticamente fui guinado com a candidatura à Câmara Federal, mesmo sem nenhuma experiência política, fomos o mais votado em Jacobina, isto nos mostrou o quanto somos aceito e querido pelo povo da minha terra, porém não foi suficiente para nos elegermos, mas o aprendizado foi importante no desempenho da nossa performance e, a partir daí, estivemos presentes em vários processos eletivos como colaborador, isto nos trouxe um conhecimento maior da região, da nossa gente, principalmente dos nossos políticos, os quais falharam muito e isso contribuiu para o péssimo desempenho do desenvolvimento social e econômico de Jacobina, nosso município é carente de uma gestão moderna, que condicione uma qualidade de vida compatível com seu porte geográfico/habitacional, atraente aos investidores proporcionando trabalho na geração de emprego e renda, com educação e saúde contribuindo no IDH da nossa gente, é através dessa experiência, que realizamos um plano de governo o qual estará sendo apresentado a todos os seguimentos da sociedade.

Tribuna Regional: Que avaliação você faz do Governo Wagner em Jacobina?

Zé Amin: O governador que teve mais de 60% de aceitação na última eleição poderia dar mais atenção a Jacobina que é cidade-pólo, porém até o momento Jacobina não teve as nossas necessidades básicas atendidas: saúde (hospital regional, UTI, etc.), saneamento básico, esgotamento sanitário, etc. Cadê a obra da barragem de Pindobaçu? A Embasa na atual conjuntura não oferece condições de desenvolvimento operacional para a cidade de Jacobina, aliás, não oferece um mínimo que o cidadão necessite tudo depende de Senhor do Bonfim.

Tribuna Regional: O que você atribui esta ausência de Wagner?

Zé Amin: Falta vontade política aos governantes, principalmente dos representantes e do gestor municipal, pois não acredito que o governador Jaques Wagner tenha conhecimento do nosso potencial hídrico com 36 nascentes de cachoeiras, dois rios e 200 milhões de metros cúbicos em águas que se esvaziam em nossos rios, e falta água até para beber: imaginem! Temos a quarta maior Ceasa do estado e nossas estradas em condições de tráfego precário, enquanto isso somos contemplados com uma balança, seria cômico se não fosse trágico; temos as maiores jazidas do estado, principalmente, ouro, minério de ferro, cristal de rocha, arenito, manganês e mármore, etc.; somos o maior exportador do mármore beje no Brasil e estamos em nono lugar no ranking das exportações no estado da Bahia. Somos uma cidade-pólo de uma região com mais de 500 mil habitantes, ou seja, são mais de 40 cidades num raio aproximado de 60 quilômetros que se servem da centralização de Jacobina; temos um comércio pujante, rede hoteleira excelente, agências bancárias com todas principais operadoras financeiras, agricultura e pecuária que mesmo sacrificada pelo clima, mas a persistência do criador nos empolga, porém não temos abatedouro/frigorífico e mais, nos falta o mais elementar de tudo na vida: saúde. Não temos sequer UTI, imaginem um hospital regional.

Tribuna Regional: Como você avalia estes três anos de Valdice Castro?

Zé Amin: Totalmente na contramão dos interesses e das necessidades básicas da região de Jacobina, um município do porte de Jacobina não pode ser dirigido com uma estrutura organizacional tão obsoleta que até a nomenclatura das secretarias estão ultrapassadas. A gestão moderna tem que evoluir de acordo com os avanços tecnológicos, a competividade do mercado, ao próprio crescimento das cidades vizinhas, a globalização aos novos índices de mensuração de desempenho. Fico triste e até estarrecido quando vejo a prefeita fazer um balanço de três anos vangloriando-se de ter pago o salário em dia, o 13º antecipado, recuperação de estradas, de escolas e calçamento, etc., enquanto cidades do porte menor exibe seu desempenho no IDH, sua renda per capta, seu PIB, seu índice de mortalidade infantil para não termos que criticar a saúde, um seguimento público que mais contempla o bem estar de uma comunidade. Despreza um Lacem, devolve recursos para construção da UPA, contribui para proliferação das filas de atendimento na área de saúde, humilhando impiedosamente o nosso povo.

Tribuna Regional: Sua pré-candidatura foi homologada pelo seu partido o PCdoB, como está sendo a sua pré-campanha?

Zé Amin: Elaboramos um planejamento político o qual foi apresentado a todos os seguimentos da sociedade, inclusive aos partidos políticos em geral, principalmente os da base do governo, os quais se fizeram presentes e todos elogiaram as propostas expostas, porém nem todos deram continuidade e o PCdoB não só acreditou como homologou a nossa pré-candidatura nos proporcionando um evento majestoso nunca visto em convenções municipais, inclusive dando continuidade na Conferência Estadual, onde também indicou a deputada federal Alice Portugal para concorrer à prefeitura de Salvador. Na oportunidade o presidente estadual do PCdoB da Bahia, deputado Daniel Almeida enalteceu o crescimento da legenda a qual estará concorrendo em mais de 80 cidades e a partir de então iniciamos uma peregrinação em todo município, em que a presença do deputado Daniel Almeida tem um reconhecimento gratificante no desempenho do projeto Luz para Todos e nas emendas parlamentares, onde Jacobina é contemplada com duas quadras poliesportivas. Aliado à nossa contribuição quando estive como secretário realizando deste modo uma grande parceria em prol da concretização do plano de governo, para isso estamos em contato permanente com lideres empresariais, sindicatos, religiosos, políticos, entre outros. Estamos realizando oficinas de trabalho e reuniões com objetivo que Jacobina se torne efetivamente realidade.

Tribuna Regional: Já existe um plano de governo para apresentar a sociedade no momento certo?

Zé Amin: Pela primeira vez Jacobina estará participando ativamente de um planejamento estratégico, que será fundamental para o desenvolvimento sustentável do município, ou seja, um plano que está sendo construído com todos os seguimentos da sociedade civil organizada, com objetivo de estruturar e consolidar as condições locais de crescimento.

Tribuna Regional: Quais os principais pontos deste plano?

Zé Amin: Defendo a necessidade de Jacobina ter um máster plan que venha contemplar a cidade num horizonte de 20 a 30 anos, a nossa posição geográfica muito contribui já que estamos localizados no coração do Brasil, ou seja, a um salto do Sul, próximo ao Nordeste e vizinho do Centro Oeste, além do mais a velocidade de crescimento do sítio urbano de Salvador e região metropolitana evoluem para que tenhamos de construir algo sustentável, para tanto teremos uma linha estrutural definida e como áreas temáticas: o uso da ocupação do solo, infraestrutura e desenvolvimento econômico. Primeiro justifica por sermos uma cidade eminentemente mineral onde está concentrada nossas riquezas; segundo pelo sistema de mobilidade urbana, precisamos de uma cidade digital com segurança e com suas tradições restauradas nosso verde nossos rios perenes, etc.; terceiro que seja uma cidade viva que atraia o turista, o investidor que gere negócios, trabalho e renda para a população.

Tribuna Regional: No momento existe dois pré-candidatos de oposição, você e Amauri Teixeira do PT. Como você vê a candidatura de Amauri?

Zé Amin: Vejo como um fator importante no processo eleitoral de Jacobina; primeiro por vivermos um estado democrático, segundo pela oferta de propostas com a qual a sociedade de Jacobina poderá contar, terceiro sendo Amauri do PT partido do governador e da presidente Dilma terá um trânsito melhor para lutar na aquisição de recursos extremamente necessários ao desenvolvimento de Jacobina, afinal de contas, entendo que os mais de nove mil votos que a população lhe deu foi exatamente para isso.

Tribuna Regional: Os comentários da cidade dão conta de que com um só candidato de oposição, são grandes as chances de vitória, porém se a oposição sair com mais de um candidato, a vitória de Valdice praticamente é certa. Você concorda com isso?

Zé Amin: Tem fundamento, afinal nossa cultura sempre foi de Bavi, ou seja, Jacu e Carcará, porém o desgaste da atual administração é tão acentuado que por mais dinheiro que ouse, por mais lotes de terrenos que se doe e por mais laranja que se tenha, o suco não será adocicado na dosagem exigida pelo eleitorado, já que esta metodologia subestima a inteligência do cidadão de Jacobina, acredito na vitória da mudança, por isso estamos concorrendo.

Tribuna Regional: Você aceitaria uma pesquisa para a escolha de um candidato único das oposições?

Zé Amin: Na minha ótica o correto seria Jacobina ter dois deputados federal (Amauri e o Daniel Almeida) com mandatos de mais três anos para servir ao povo, combinaríamos juntos eleger mais um deputado estadual de Jacobina, porém se o consenso for pela pesquisa, aceitaremos com toda humildade que a democracia requer.

Jacobina: “O candidato do grupo será escolhido pelos aliados”, afirma prefeita

Valdice Castro foi entrevistada pelo jornal Tribuna Regional

 O jornal Tribuna Regional entrevistou esta semana a prefeita Valdice Castro, que acaba de concluir seu terceiro ano à frente da prefeitura de Jacobina. Com respostas curtas, Valdice Castro discorreu sobre a sua gestão, falou sobre o apoio à reeleição do governador Jaques Wagner, e não deixou claro se será ou não candidata a um segundo mandato. “O candidato será escolhido pelos aliados”, resumiu a prefeita.

Tribuna Regional – Qual a avaliação que a senhora faz desses três anos do seu governo?

Valdice Castro – Positiva. Uma administração que mostrou para que veio no primeiro ano, trabalhando com determinação e competência para tirar Jacobina da inadimplência que a administração anterior deixo, e que soube superar as dificuldades e tem deslanchado a olhos vistos.

Tribuna Regional – Na sua avaliação, quais as ações mais importantes de sua gestão?

Valdice Castro – O retorno da moralidade ao trato da coisa pública é a marca registrada da nossa gestão. Em segundo lugar vem o carinho e o respeito com as pessoas em ouvi-las e atender as suas necessidades básicas. Hoje, Jacobina é ouvida e respeitada !

Tribuna Regional – Qual foi a prioridade nesses primeiros anos de administração e qual será o foco principal da gestão em 2012?

Valdice Castro – A prioridade de 2012 será a mesma dos três primeiros anos, trilhar o caminho da honestidade e utilidade para as pessoas.

Tribuna Regional – As avenidas Orlando Oliveira Pires e Lomanto Júnior, que integral a Beira Rio, são as principais vias que cortam o centro da cidade de Jacobina. A senhora tem algum projeto para revitalizar essa área?

Valdice Castro – A substituição do passeio do lado da Avenida Orlando Oliveira Pires e a requalificação do Calçadão já demonstra a nossa intenção de continuar intervindo naquela avenida e outros logradouros da nossa querida Jacobina.

Tribuna Regional – A oposição tem afirmado que a atual administração municipal é tocada a quatro mãos: existe um prefeito de fato e outro de direito?

Valdice Castro – A nossa administração tem sido abençoada por Deus que é a mão maior e tem sido tocada não por quatro mãos, mas, “quarenta quatro mãos”, inúmeras cabeças e um só coração.

Tribuna Regional – Como a senhora tem visto a atuação da Câmara Municipal de Vereadores nesses três anos?

Valdice Castro – Bem diferente, para melhor, do que entre 2005 e 2008.

Tribuna Regional – A senhora apoiou a reeleição do governador Jaques Wagner. Qual foi o ganho positivo que Jacobina teve com esta sua posição?

Valdice Castro – Tivemos a satisfação de votar no governador Jaques Wagner e quanto ao ganho que Jacobina terá, com a palavra o governador.

Tribuna Regional – Durante os últimos anos, a senhora foi filiada e militou no Democratas. O que a levou a deixar seu partido de origem para se filiar ao PP?

Valdice Castro – No sistema partidário brasileiro isso tem sido comum. Aqui mesmo em Jacobina temos visto isso. Cito como exemplos mais recentes: Juliano Cruz, Carlos de Deus, Airton Costa, Marcos Jacobina, Rui Macedo, Hildebrando Cedraz, dentre muitos outros que também mudaram de partido.

Tribuna Regional – Mesmo a senhora estando filiada a um partido da base do governo, muitas lideranças de seu grupo continuam em legendas de oposição. Isso seria acender uma vela para dois santos? Como a senhora pretende administrar esta situação na campanha eleitoral?

Valdice Castro – Em toda eleição há coligações e certamente na próxima, alguns partidos estarão unidos em torno do nome do grupo.

Tribuna Regional – A reeleição é algo natural para quem está no poder, porém, no caso específico de Jacobina, comenta-se que seu esposo, o ex-prefeito Leopoldo Passos, poderá ser o candidato em 2012. Já está definido que será o candidato do grupo?

Valdice Castro – A reeleição, além de natural e legal, tem sido uma ferramenta usada pelo povo para expressar seu sentimento em relação aos seus governantes. Aqui em Jacobina, por exemplo, a administração de 1997 a 2000 foi aprovada pelo povo e a de 2005 a 2008 foi reprovada. Quanto ao candidato do grupo, em 7 de outubro de 2012 será o escolhido pelos aliados.

Tribuna Regional – Qual a sua mensagem final?

Valdice Castro – A mensagem que deixo para todo povo jacobinense é de otimismo, de fé no nosso Deus e de ânimo quanto a desenvolvimento da nossa querida Jacobina. Que Deus abençoe a todas as famílias, dando maior compreensão, saúde, paz e muitas vitórias em 2012.

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